Satisfação Do Trabalho: Desafios Enfrentados Por Organizações Transformadoras

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Claudia Garcez, Mestre em Recursos Humanos

Formada  Pela Universidade Rollins College

Consultora de RH

www.cgconsultoriaderh.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Satisfação Do Trabalho: Desafios Enfrentados Por Organizações Transformadoras

 

Quais são os desafios enfrentados por organizações transformadoras hoje? O que as companhias estão fazendo para atrair e reter pessoas qualificadas que possam contribuir para o sucesso da empresa? A resposta parece ser mais simples do que as perguntas: as empresas devem dar aos funcionários o que eles desejam. Muitos estudos mostram que  empregados satisfeitos tendem a ser muito mais produtivos, criativos e leais a seus empregadores. Além do mais, os níveis mais elevados de absenteísmo e turnover (pedido de demissão) podem afetar negativamente a produção final da empresa. Jensen (2000) define a satisfação do trabalho como "um sentimento de crescimento pessoal medido freqüentemente pela extensão de novos desafios e de situações usadas como  experiência de aprendizado" (p. 1).

Surpreendentemente, somente algumas organizações fizeram a satisfação do trabalho uma prioridade em sua estratégia geral. Talvez essas empresas não consigam entender a ligação significativa entre a satisfação do trabalho e a produtividade. As organizações transformadoras devem criar um ambiente de trabalho positivo a fim de promover a satisfação do trabalho e, conseqüentemente, a produtividade  (Syptak, Marshland e Ulmer, 1999). Este artigo descreve os desafios enfrentados por organizações transformadoras em como manter  a satisfação do trabalho, e também discute métodos que um psicólogo organizacional sugeriria para aumentar a satisfação do empregado. Mais adiante, o artigo cita maneiras  diferentes que motivam a minha equipe a produzir mais (minha equipe respondeu a um questionário).  Finalmente, este artigo focalizará em algumas áreas que mantêm os empregados satisfeitos no trabalho.

Desafios Enfrentados Por Organizações Transformadoras

Em todo o mundo, companhias sem saber o que fazer tiveram que assistir a seus empregados qualificados se auto-demitirem em busca de melhores oportunidades de carreira. Não há nenhuma dúvida que atrair "as pessoas certas” é um desafio para: qualquer organização. Mais desafiante ainda deve ser o de reter uma força de trabalho produtiva. As organizações transformadoras devem constantemente analisar a situação presente da empresa com o objetivo de saber a causa desse problema universal. Apesar deste interesse crucial, muitos parecem esforçar-se para encontrar uma solução para um problema crescente que desesperadamente precisa ser reparado.

Embora um pouco tarde, as companhias estão começando a descobrir que a partida de seus empregados foi na verdade uma “falta de desafio” no trabalho ou que o funcionário anterior “apenas precisava de algo mais”. Os resultados das entrevistas de desligamento da empresa frustram profundamente gerentes ao perceberem que poderiam ter feito mais para impedir que seus empregados deixassem a companhia. Em seu artigo, Jensen (2000) dá  como exemplo um jovem cientista brilhante que deixou uma organização tremendamente bem- sucedida de biotechnology para trabalhar para uma outra companhia muito menor. Estão aqui as palavras do cientista: “Eu não sei o que aconteceu, mas eu não estou satisfeito com o trabalho que estou produzindo. Durante os seis ou oito meses passados algo deu completamente errado. Eu realmente não estava gostando da rotina que meu trabalho se tornou” (p. 1).

Resultados similares foram apurados por uma pesquisa em 1999. Nesta pequisa, os profissionais relataram claramente que se sentiram depreciados por seus empregadores, que a comunicação não era eficaz, a ponto de não saberem como contribuir para a empresa atingir suas metas,  e também se sentiam exaustos com o excesso de trabalho. A maioria dos profissionais queixou-se sobre a falta de oportunidades de treinamento eficazes. Viram também a falta de oportunidade de crescimento, e que os gerentes não discutiam satisfatoriamente o desenvolvimento de carreira (Ouellette, 1999).

Recentemente, os fatores da satisfação do trabalho foram hierarquizados por uma pesquisa da SHRM de 2005. Os participantes tiveram que identificar e compreender os fatores importantes para a satisfação total do empregado no trabalho (Clark, 2005). De acordo com Clark (2005), “A literatura de RH mostra que a remuneração não é o fator determinante que controla a satisfação do trabalho do empregado” (p. 1). Entretanto, os resultados mostram que os empregados estão mudando seus valores em relação ao que mais valorizam no trabalho. Os mesmos participantes classificaram benefícios, remuneração, contrapeso do trabalho e vida pessoal, segurança no trabalho e um sentimento de proteção no trabalho como os cinco fatores mais importantes da satisfação do trabalho (Clark, 2005).

Métodos Que Um Psicólogo Organizacional Recomendaria  Para Aumentar A Satisfação Do Trabalho

Todos os fatores acima se tornaram tremendamente desafiantes para organizações transformadoras. Para compreender melhor o que mantém a satisfação do trabalho elevada, nós devemos recordar a teoria de Frederick Herzberg dos anos 50 (1950’s). Frederick teorizou que a satisfação no trabalho depende de dois fatores: “Fatores de  Higiene e Motivação.”

 

 

Fatores de Higiene (desmotivação)
Política de Administração e Procedimentos
Supervisão
Salário
Relações Interpessoais
Condições de Trabalho

Motivação (satisfação)
Trabalho Produzido
Conquistas / Realizações
Reconhecimento
Grau de Responsabilidade
Avanço / Progresso da Carreira

De acordo com Frederick, “Fatores de Higiene (desmotivadores)  podem não motivar os funcionários, mas têm o poder de minimizar o descontentamento do empregado se forem corretamente administrados” (p. 1).  Esses fatores são diretamente ligados ao ambiente de trabalho do funcionário. Os fatores de motivação são exatamente o contrário dos fatores de higiene (desmotivadores).  Contrariamente, os fatores de motivação criam uma satisfação dos indivíduos e, conseqüentemente, proporcionam um sentimento de crescimento pessoal (Syptak, Marshland e Ulmer, 1999).

A teoria de Frederick Herzberg pode ser muito útil para psicólogos organizacionais na hora de recomendar aos clientes opções voltadas para manter a satisfação do empregado elevada. A fim de promover a satisfação do trabalho,  os fatores de higiene (desmotivadores) devem ser corretamente direcionados. Primeiro, as políticas administrativas de procedimento obsoletas da companhia devem ser mudadas e melhor desenvolvidas. De acordo com Syptak,  Marshland e Ulmer (1999), normas sem clareza ou desnecessárias da organização podem ser uma grande fonte de frustração para os empregados da companhia. O quadro pode  agravar-se ainda mais se as mesmas normas de procedimento não forem exigidas e seguidas por todos na organização. Com novas normas, psicólogos organizacionais podem diminuir a desmotivação dos empregados e também se certificar de que a política administrativa de procedimentos da companhia é justa e que será aplicada igualmente para a totalidade de seus integrantes.

Uma outra consideração é a publicação de cópias impressas do manual dessas novas normas da companhia para todos os membros  da empresa, a fim de facilitar o acesso das mesmas. Syptak, Marshland e Ulmer (1999) recomendam que as organizações devem ter um manual escrito, solicitando opiniões do staff ao longo do caminho. Essas novas idéias servirão de base para atualização do manual de procedimento. Além disso, é necessário comparar a política de administração de procedimentos da companhia que foram escritas com “aquelas de práticas similares e perguntar se essas mesmas normas foram escritas de uma forma exorbitante e se algumas penalidades são demasiadamente ásperas” (Syptak et todos, 1999).

Outro fator de higiene (desmotivador) a ser direcionado é a supervisão. Em seu livro, Noe (2005) descreve resumidamente um número de estudos que “identificaram  comportamentos gerenciais que podem causar um gerente competente a ser “um gerente tóxico ou ineficaz” (p. 336). De acordo com Noe (2005), “estes comportamentos incluem a insensibilidade ao próximo, inabilidade de pertencer a uma equipe, arrogância,  falta de habilidade para gerenciar conflitos interpessoais,  falta de preparo para atingir os objetivos da empresa e inabilidade de adaptar-se a uma transição de mudança”(p. 336). Os psicólogos organizacionais devem recomendar a seus clientes  a admissão de “pessoas certas” para posições de liderança. As companhias devem ver este papel como crítico para o desempenho eficaz de produção. Tal posição requer um líder que seja um bom ouvinte, que trate todos os empregados com respeito e que seja visto como um exemplo para a equipe. Além disso, psicólogos organizacionais devem recomendar a seus clientes o treinamento de seus supervisores a fazer uso de feedback construtivo sempre que possível,  e  estabelecer meios de avaliação de  performance do empregado, de modo que ninguém se sinta excluído (Syptak, Marshland e Ulmer, 1999).

O terceiro fator de higiene (desmotivador) que necessita ser direcionado é o salário. Os empregados esperam ser pagos – de uma maneira justa –  pelo trabalho que executam. Se esta expectativa não for atingida, então os funcionários irão conseqüentemente perder a motivação para trabalhar, afetando adversamente a produtividade da empresa. Syptak, Marshland e Ulmer (1999) recomendam organizações a fazer pesquisas de salário ou de anúncios em jornais locais com a intenção de comparar os salários e os benefícios que a companhia está oferecendo com os da concorrência na mesma área ou indústria. Além disso, as companhias devem certificar-se de que elas têm uma política de salário,  e freqüência de aumentos e bônus com muita clareza (Syptak, Marshland e Ulmer, 1999).

Um outro fator significante da higiene (desmotivador) é a relação interpessoal. Os psicólogos organizacionais devem recomendar a seus clientes o aumento da interação social da organização. É fundamental para que os empregados se socializem durante seu tempo no trabalho. Naturalmente, tal interação deve ocorrer em uma estadia razoável, sem adversamente afetar a produtividade da companhia. A companhia poderia ter um lugar específico e confortável onde os empregados pudessem relaxar e passar um tempo juntos durante o lanche ou almoço por exemplo. Outra consideração seria a de oferecer a oportunidade de os funcionários participarem de eventos especiais após o horário de trabalho, ou um almoço especial para a “equipe” fornecidos pela organização. Esta interação pode aumentar a amizade e desenvolver um clima de teamwork. Ao mesmo tempo, os psicólogos organizacionais devem sugerir que organizações punam descortesia e grosseria, comportamento impróprio e comentários ofensivos (Syptak, Marshland e Ulmer, 1999).

O último fator de higiene (desmotivador) que deve ser direcionado é condição de trabalho. É mister que as condições de trabalho sejam confortáveis, para que os funcionários se sintam à vontade no lugar onde trabalham. Pequenos detalhes, tais como uma mesa agradável ou uma área de trabalho limpa, podem fazer uma diferença na produtividade dos empregados. Syptak, Marshland e Ulmer (1999) recomendam às organizações a fazerem tudo o que puderem para manter os equipamentos e a mobília da empresa modernos e em boas condições. Em seu artigo, Syptak, Marshland e Ulmer (1999) recomendam também que companhias “evitem lotar áreas de trabalho e que permitam  a cada empregado ter seu próprio espaço pessoal, seja uma mesa, um armário, ou simplesmente um uniforme ou uma gaveta” (p. 1). Uma vez que os fatores de higiene (desmotivadores) foram direcionados, então os psicólogos organizacionais devem trabalhar os fatores de motivatação.

O primeiro fator de motivação a ser considerado é o  próprio trabalho produzido. As companhias devem certificar-se de que seus empregados acreditam que “o trabalho que estão executando é importante e que suas tarefas são significativas” (Syptak, Marshland e Ulmer, 1999). É fundamental enfatizar aos indivíduos que suas contribuições afetam positivamente os resultados da companhia. Syptak, Marshland e Ulmer (1999) sugerem às companhias reconhecer tarefas significativas que podem ter se tornado ordinárias. Mesmo que os empregados não possam considerar todas as suas tarefas interessantes ou recompensadoras, as companhias devem reforçar aos seus empregados o quanto essas tarefas são essenciais para o bom desempenho dos processos de produção (Syptak, Marshland e Ulmer, 1999).

Um outro fator de motivação é a conquista e realização do indíviduo. De acordo com Noe (2005), “a teoria de planejamento de objetivos sugere que a aprendizagem pode ser facilitada com o estabelecimento de metas, proporcionando aos indivíduos desafios específicos a serem alcançados” (p.111). É importante que os indivíduos ocupem posições compatíveis com  sua qualificação para poder atingir as metas. Baseado nesta teoria, os psicólogos organizacionais devem recomendar a seus clientes estabelecer objetivos claros e realistas  para seus empregados. Os funcionários devem saber desde o início o que é esperado deles. Feedback deve ser fornecido regularmente, de maneira que correções sejam feitas,  a fim de alcançar as metas com eficiência.

Provavelmente, o fator o mais importante de motivação é o reconhecimento do trabalho. Os empregados esperam ser reconhecidos por seu tempo e esforço. Os psicólogos organizacionais devem recomendar a seus clientes  fazer uso do reconhecimento do trabalho como parte da cultura da empresa. A melhor maneira de motivar seus trabalhadores é através de reforço positivo. Como um líder, você deve sempre elogiar o bom desempenho de seus funcionários. É extremamente importante para seus empregados sentir que eles estão fazendo um bom trabalho. O reconhecimento é a maneira de conseguir que os seus empregados produzam no nível máximo possível. Os empregados estão dispostos a fazer o que for necessário para produzir mais e melhor, quando sentem que seu trabalho está sendo reconhecido. A finalidade de reconhecer o desempenho do empregado é motivar não somente os funcionários a serem mais produtivos e a satisfação pessoal com seu trabalho, mas reter os talentos e contribuições que determinam o sucesso de qualquer organização. Considerando o custo elevado de turnover/demissão de funcionários, seria lógico que a retenção de performers qualificados é essencial para a conquista do sucesso de organizações transformadoras.

O quarto fator de motivatação é o grau de responsabilidade do empregado. As organizações transformadoras devem dar poderes a seus empregados para tomar decisões e resolver problemas, diminuindo o grau de burocracia.  Se os trabalhadores sentirem-se “proprietários” de sua performance, conseqüentemente o interesse deles pelo trabalho tenderá a aumentar elevando, assim, a motivação a executar o trabalho com mais eficiência.  Syptak, Marshland e Ulmer (1999) recomendam companhias a ter cuidados para não adicionar simplesmente mais trabalho para seus empregados. “Preferivelmente,  encontrando maneiras differentes de adicionar tarefas desafiantes e significantes, talvez proporcionando ao empregado mais liberdade, flexibilidade e autoridade” (p. 1). 

O fator final de motivação que deve ser considerado é o avanço de carreira. Como nós sabemos, se os empregados sentirem que não estão progredindo em sua carreira dentro da companhia, eles procurarão oportunidades melhores em outro lugar. Os psicólogos organizacionais devem sugerir a seus clientes para recompensar a lealdade e o desempenho com “avanço profissional”.Quando as companhias não têm uma posição disponível, devem considerar dar um bônus extra ou outro tipo de gratificação a seus empregados. Além disso, as companhias devem comunicar suas possíveis posições futuras com os funcionários, caso os interesse.  Uma outra maneira de ajudar os empregados a avançarem em suas carreiras é contribuir com o investimento na educação formal,  o que os fará mais valiosos à organização.

 

 

Fatores Motivacionais Valorizados Pelo Meu Grupo De Mestrado

Agora, o foco será nos fatores que motivam os membros  da minha equipe de Mestrado como um todo e nos fatores que nos mantêm satisfeitos em nossos trabalhos. Meu grupo de Mestrado é composto de quatro componentes. Cada membro do grupo preencheu um formulário no qual visava a hieraquização de  fatores motivacionais dentro de nosso grupo e também dos fatores de nosso trabalho pessoal fora do grupo. Dentro do meu grupo de mestrado, 50% dos membros avaliaram a comunicação, responsabilidade e o reconhecimento como os três fatores mais importantes. Não há dúvidas de que comunicação eficaz é fundamental para o bom funcionamento de qualquer grupo. Responsabilidade é a chave para que nosso grupo seja bem-sucedido. O reconhecimento veio no topo da lista como o fator que mais nos motiva.  Nós acreditamos que mesmo um simples “obrigado” pode fazer a diferença. Nós esperamos que o nosso time reconheça o esforço de cada membro do grupo, que todos produzam suas respectivas partes com eficiência dentro do dia e hora pré-determinados. Clima positivo, diversificação e a interação entre os membros também foram valorizados por nossos membros da equipe.

Fatores Que Motivam Meu Grupo No Trabalho

Quanto aos fatores que nos motivam em nosso trabalho,  nós hierarquizamos relações interpessoais e o reconhecimento pelo trabalho como os dois fatores mais importantes, tendo três votos de um total de quatro.  É nossa expectativa ter um grupo que tenha uma visão global trabalhando em conjunto, com uma gerência capaz de diagnosticar as equipes, especialmente na ocorrência de possíveis problemas que podem estremecer a eficiência dos grupos. Nossa equipe também valorizou a responsabilidade, delegação de poder, salário competitivo, e feedback (com data pré-estabelecida) como fatores motivacionais importantes para o bom desempenho e dedicação de cada indivíduo. Outros fatores como um clima positivo, benefícios competitivos, trabalhos desafiantes, flexibilidade de horário, segurança no trabalho e oportunidade para o avanço da carreira foram também considerados como fatores motivacionais significativos para a satisfação do trabalho.

Conclusão

As organizações transformadoras enfrentam constantes desafios devidos à necessidade de atrair e reter uma workforce (força de trabalho) produtiva. As organizações devem criar maneiras de manter seus empregados satisfeitos em todos os aspectos. Questionários e entrevistas  devem ser conduzidos, a fim de identificar as causas de insatisfação no trabalho e também como uma maneira de reparar os danos causados.  É crucial que as empresas transformadoras façam o que for preciso para aumentar a satisfação dos seus funcionários. A teoria de Frederick Herzberg é uma ferramenta poderosa que pode ser utilizada por psicólogos organizacionais ao recomendarem a seus clientes maneiras de manter os funcionários motivados. Seguindo esta teoria, as organizações transformadoras terão mais chances de desenvolver e reter uma workforce produtiva e motivada, com mais condições de contribuir para o retorno do investimento das mesmas.

 

 

 

 

Referências

 

Barrie, J. M. (2000). The Top 7 Challenges HR Professionals are Facing. Managing

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Clark, Margaret M. (2005). Employees, HR differ on drives of satisfaction, survey finds.

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Noe, Raymond A. (2005). Employee Training and Development (Third Edition).

McGraw Hill: New York.

Ouellette, Tim (1999). 1999 Job Satisfaction Survey: Living With the Pain.

ComputerWorld. Retrieved on Sept 6, 2005. Available at: http://www.computerworld.com/careertopics/careers/story/0,10801,944,00.html

 Syptak, Michael J., Marshland, David W., Ulmer, Deborah (1999). Job Satisfaction:

Putting Theory Into Practice. American Academy of Family Pratices: News and Publications. Retrieved on Sept 6, 2005. Available at: http://www.aafp.org/fpm/991000fm/26.html